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Pesquisadores constatam relação entre vício na web e depressão

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Publicado em Matérias
25fev

Internet e depressão. Ainda não se sabe se uma é a causa da outra, mas estudo realizado pela Universidade de Leeds, na Inglaterra, afirma que há uma forte ligação entre a navegação excessiva e o estado emocional do internauta. Pessoas viciadas em internet eram cinco vezes mais deprimidas do que os internautas não viciados. Foram entrevistaods 1.319 usuários da web.

“Nossa pesquisa indicou que o uso excessivo da internet está associado à depressão, mas o que não sabemos é o que vem primeiro. Se as pessoas deprimidas são atraídas para a internet ou se a internet causa depressão. Agora, precisamos investigar a natureza desta relação e avaliar a questão da causa”, afirmou uma das autoras da pesquisa, Catriona Morrison.

O recrutamento dos 1.319 voluntários que participaram da pesquisa ocorreu por meio de sites de relacionamento. Os pesquisados tinham que responder a um questionário online no qual eram questionados a respeito de quanto usavam a internet e quais eram os motivos. As perguntas também foram usadas para avaliar se os voluntários sofriam de depressão. Os pesquisados tinham entre 16 e 51 anos, com a média de idade em torno dos 21 anos.

Os autores da pesquisa descobriram que um pequeno número de internautas desenvolveu um hábito compulsivo de uso de internet, substituindo a interação social na vida real por salas de bate-papo e sites de relacionamento. Os psicólogos classificaram esses 18 voluntários, 1,2% do total, como viciados em internet. Este grupo passou, proporcionalmente, mais tempo em páginas sobre sexo, jogos de azar e comunidades online.

“A internet tem muita importância na vida moderna, mas seus benefícios são acompanhados por um lado mais sombrio. Enquanto muitos de nós usamos a internet para pagar contas, fazer compras e enviar emails, existe uma pequena parte da população que acha difícil controlar o tempo que passa online, até o ponto em que isto interfere com suas atividades diárias”, destaca Catriona Morrison.

Os críticos da pesquisa afirmam que o vício em internet não pode ser diagnosticado de forma confiável com os métodos usados e a forma de recrutamento de pesquisados também pode ter resultado em uma amostra tendenciosa.

Vaughan Bell, do Instituto de Psiquiatria do King’s College de Londres, afirmou que os que foram identificados como “viciados em internet” são pessoas com problemas emocionais e que as conclusões do estudo “não são uma grande surpresa”.

“Existem, verdadeiramente, pessoas deprimidas ou ansiosas para quem a internet se sobrepõe ao resto de suas vidas, mas existem pessoas com casos parecidos que assistem muita televisão, se enterram nos livros ou compram em excesso. Não há provas de que a internet seja o problema”, afirmou.

Fonte – BBC

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