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Polêmica do outro lado do mundo

2 comentários
Publicado em Matérias
20mar

manga

A Assembleia Legislativa de Tokyo quer restringir a venda de revistas em quadrinhos  e desenhos animados – mangás e animes – com cenas de sexo que mostram personagens que aparentam ser menores de idade.  Na animação e no mangá, símbolos por excelência da cultura pop do Japão, é comum mostrar meninas de aparência pueril com minissaias sugestivas e grandes decotes, em histórias que frequentemente têm uma carga sexual mais ou menos velada. Mas críticos e fãs falam em “censura” e consideram que iniciativa tem definições muito vagas sobre “menor de idade em ficção”.

Se a proposta for aprovada, os personagens terão que demonstrar claramente que são maiores de 20 anos de idade, por meio de roupas, acessórios, vozes e cenários onde aparecem. Um grupo de desenhistas organizou um protesto, para este sábado, dia 20 de março, em frente à Assembleia Legislativa de Tokyo.

Para a profissional Machiko Satonaka, a proposta fere a “liberdade de expressão” e diz respeito a “interpretações variadas”, o que permitiria ao governo “regular personagens de quadrinhos que não fazem mal algum”.

Criador da série Ashita Joe, mangá de bastante sucesso no Japão, Tetsuya Chiba disse que tem “visto casos em que a cultura japonesa se perdeu por causa de leis. Queremos que os leitores decidam as regras e não o governo”, destacou.

A proposta sobre mangás e animes está incluída na revisão de uma legislação mais ampla que pretende proteger “o desenvolvimento saudável dos jovens” e que pode, inclusive, limitar alguns conteúdos da internet dirigidos a menores de idade.

2 thoughts on “Polêmica do outro lado do mundo

  1. Ok. Mas o que eles, e nós, farão com os outdoors super ousados das top models internacionais? Com os conteúdos da internet acessíveis num click? E nós por aqui com nossas super novelas, que começam a ser exibidas às 17h30 – Malhação – e terminam por volta das 22h?!
    O cerco é grande… O que ninguém coloca em pauta são as relações, as discussões dentro e fora da escola, da casa e outras instituições junto e com as crianças e jovens… Parece que a regra é proibir, mas ninguém controla o que está submerso, forjando subjetividades… Me faz lembrar do livro Janjão, o Fortão e Pinote, o Fracote. Ninguém sabe o que vai pelo pensamento! Talvez uma boa aproximação seja o encontro, o diálogo.

  2. Há uma necessidade crescente de termos em nossos países regras claras para isto, no meu entender não se trata de castrar a liberdade de imprensa, mas restringir o acesso de algumas publicações para determinadas idades, no caso do Brasil a lei diz que serão os responsáveis que determinarão o que seus filhos podem ou não assistir ou ler, acontece que uma grande parcela da população feminina trabalha ou está fora do lar por até 13 horas ,quem regula este acesso ?
    A proposta sobre mangás e animes está incluída na revisão de uma legislação mais ampla que pretende proteger “o desenvolvimento saudável dos jovens” e que pode, inclusive, limitar alguns conteúdos da internet dirigidos a menores de idade, lá assim como no Brasil a internet tem sido de grande valia par milhões de pessoas, mas nossos jovens estão se deixando levar e muitos(a) tem perdido suas vidas devido a esse favorecimento desenfreado de uma liberdade não vigiada !

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