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Programação na sala de aula

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04fev

Da Campus Party

O que as crianças fazem quando não estão na escola, no período contrário às aulas? Opções não faltam: aulas de natação, balé, cursos de línguas estrangeiras… e por que não programação? Ensinar os pequenos a programar é o objetivo do projeto Code Club, que foi apresentado no dia 31 de janeiro, na Campus Party, em São Paulo.

O Code Club é uma rede mundial criada na Inglaterra, em abril de 2012, que está presente no Brasil desde julho do ano passado e atualmente tem 35 salas em 14 estados de todas as regiões do país. A proposta não tem fins lucrativos e se desenvolve com o trabalho de voluntários, com o objetivo de ensinar crianças a programarem e fazerem seus próprios aplicativos de forma gratuita.

Qualquer pessoa pode fazer programação de computadores, de acordo o pedagogo, programador e voluntário da Code Club em Cascavel (PR), Jocemar do Nascimento. “Todos podem aprender, desde que a pessoa tenha a vontade e a paciência para programar. Só é necessário ter uma afinidade”, explica.

O Code Club oferece gratuitamente o material didático para ensinar a programação às crianças. Qualquer instrutor de informática, programador ou pessoa interessada pode se voluntariar para criar um Code Club em sua cidade – e não é necessário que o espaço seja dentro de uma escola. No Brasil há, inclusive, um clube de programação do projeto em funcionamento no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

O projeto é focado em crianças de 5 a 10 anos. Os alunos participantes, quando se identificam com a programação, apresentam melhoras significativas em todo o desempenho escolar. “Para programar ele vai ter que ler, que desenvolver o raciocínio lógico, que pesquisar um tema. Para isso acontecer ele vai se aprimorar em outras áreas”, destaca Jocemar.

Para o também voluntário Márcio Pires, o projeto oferece a oportunidade de fazer atividades interdisciplinares. “É um trabalho transversal. Com a programação você pode usar da matemática à língua portuguesa. Com disciplinas como história e geografia você pode pegar pontos e fazer uma ligação”, defende.

Segundo Jocemar, o projeto pode ser uma boa forma de ocupar os laboratórios de informática das escolas do país, que atualmente não são tão utilizados quanto poderiam. “O mundo vai ter, daqui a 10 anos, 1,4 milhões de novos empregos em tecnologia. É preciso dar às crianças essa oportunidade de aprender”, diz.

Para saber como criar um clube da rede, basta acessar o site de voluntários da iniciativa.

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