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Qual será o futuro da música depois da morte do CD?

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Publicado em Matérias
02abr

A música nunca esteve tão presente na vida dos estudantes. Hoje, crianças e jovens andam praticamente o dia inteiro conectados a fones de ouvido, MP3 e celulares. Os professores que o digam. Para a atual geração, vinil, walkmans, CDs e seus reprodutores portáteis são peças de museu. O presente é música digital que cabe no bolso e que pode ser baixada pela internet em poucos segundos.

As estatísticas da indústria comprovam o que se constata no cotidiano. De acordo com dados da Nielsen SoundScan, as vendas de CD caíram 45% desde 2000. Em contrapartida, em 2007, mais de um bilhão de músicas digitais foram vendidas via web.

Se o presente da música é digital, qual será o futuro? Foi exatamente esta pergunta que levou o jornalista Irineu Franco Perpetuo e o professor Sergio Amadeu da Silveira a organizarem o livro O futuro da música depois da morte do CD.

O livro, que pode ser acessado na íntegra, gratuitamente, na web, traz 13 artigos de 16 especialistas da área. Os autores partem de diferentes campos de conhecimento que vão da engenharia da produção, sociologia, teoria da comunicação, musicologia, filosofia à interpretação e composição musicais, além da própria atividade empresarial. A única base comum dos textos é o reconhecimento das profundas mudanças que a digitalização e as redes informacionais trouxeram para o universo da música.

Um dos objetivos da coletânea é mostrar a complexidade e as grandes diferenças teóricas, analíticas e prospectivas que existem entre aqueles que estão pensando o tema.

“O debate sobre o impacto das redes digitais na criação, produção e distribuição da música não é novo. Entretanto, poucos livros brasileiros reuniram diversos olhares de diferentes áreas do conhecimento para analisar a atual realidade musical. A coletânea discute as mudanças históricas no perfil e no papel dos músicos, compositores e intérpretes”, destaca o professor Sérgio Amadeu, da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero.

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